A Bienal Do Livro Rio​, que começou no dia 3 de setembro e vai até domingo (13), já teve bate-papo com Maurício de Sousa, sessão de fotos com O Pequeno Príncipe, robôs que dançam e contam histórias, e terá a presença de Ferreira Gullar no Café Literário do último dia.

Ferreira Gullar, poeta maranhense, tem 85 anos e é um dos mais aclamados autores brasileiros vivos. Já escreveu diversos livros, traduziu outros tantos, ganhou inúmeros prêmios e foi indicado ao Nobel de Literatura em 2002. Em 2014 assumiu a cadeira 37 da ABL (Academia Brasileira de Letras) que pertencia ao poeta e tradutor Ivan Junqueira. Ao ser eleito imortal, afirmou: "Eu só vou dizer: não sei se poesia é literatura. Fora isso, a gente faz poesia porque a vida não basta".

A obra de Ferreira Gullar tem fortes traços de preocupação com a realidade social. Em uma entrevista ao jornal Digestivo Cultural, o poeta disse que escreve "para tentar dar um sentido à vida", pois acredita que a arte e a literatura deveriam oferecer às pessoas a possibilidade de sonharem com algo melhor, imaginarem uma saída otimista para os problemas da vida.

O pseudônimo de José Ribamar Ferreira foi um dos principais nomes da poesia concreta, seus poemas gravados em placa de madeira denunciam seu estilo inovador. Em 1954, entretanto, afastou-se do movimento concretista por divergências de ideias. Anos depois, ao lado de personalidades como Hélio Oiticica e Lígia Clark, criou o movimento neo concretista, do qual se afastou também. Atualmente, além de consagrado poeta, é cronista e crítico de arte.