O professor Rodrigo Duarte apresenta Vilém Flusser: pós-história e realidade brasileira no dia 17 de junho, em um encontro online na sala virtual da Cidade Futura. A atividade é uma exposição inicial sobre os estudos de Duarte e tem o objetivo de mostrar o impacto que o período vivido por Flusser no Brasil teve em seus escritos posteriores à década de 1970, assim como identificar alguns dos elementos-chave do seu pensamento nos escritos produzidos quando o filósofo ainda residia no país. O encontro acontece das 14h00 às 15h30.

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Para o minicurso, o professor Rodrigo Duarte indica como leitura preparatória o texto A pós-história de Flusser e a promessa do Brasil que pode ser acessado aqui.

 

Vilém Flusser Rodrigo DuarteSobre Rodrigo Duarte

É professor titular do Departamento de Filosofia da UFMG. Foi presidente da Associação Brasileira de Estética (ABRE), de 2006 a 2014 e professor visitante na Universidade Bauhaus de Weimar (Alemanha – 2000) e na Hochschule Mannheim (Alemanha – 2011). Publicou livros como Teoria crítica da indústria cultural; Dizer o que não se deixa dizer. Para uma filosofia da expressão; Indústria Cultural: uma introdução; Pós-história de Vilém Flusser: gênese-anatomia-desdobramentos; Indústria cultural e meios de comunicação e Varia Aesthetica entre outros.

Centenário de Vilém Flusser

A exposição de Rodrigo Duarte faz parte das atividades realizadas pela Cidade Futura em comemoração ao centenário de Vilém Flusser, nascido no dia 12 de maio de 1920. No começo do mês, recebemos o professor Gustavo Bernardo, autor do livro O homem sem chão: a biografia de Vilém Flusser, escrito em parceria com Rainer Guldin. Assista aqui ao vídeo da conversa com o prof. Gustavo.

Sinopse do encontro

O filósofo Vilém Flusser, tcheco de nascimento e naturalizado brasileiro, vem se tornando mundialmente conhecido como autor de uma filosofia da comunicação que contempla fortemente os mais recentes desenvolvimentos das tecnologias digitais, embora tenha vivenciado apenas o início do processo que nos trouxe até o presente apogeu das técnicas computacionais, da Internet de última geração e das todo-poderosas redes sociais. De fato, quando faleceu em 1991, Flusser havia “previsto” muitos desses desenvolvimentos que viriam a surpreender continuamente não apenas o público em geral, mas até mesmo os próprios tecnólogos responsáveis por sua criação e estabelecimento. Uma vez que, em 1972, depois de residir mais de trinta anos no Brasil, Flusser deixou o país definitivamente para se estabelecer no sul da França, boa parte dos seus leitores desconhece tanto os seus ensaios e livros sobre o país que o acolheu na fuga da perseguição nazista quanto – principalmente – o papel que a vivência nesse país desempenhou na formação de sua original filosofia dos media. O objetivo dessa exposição é exatamente discutir o impacto que a vivência de Flusser no Brasil teve nos escritos posteriores a meados da década de 1970 – período a partir do qual se formou sua “comunicologia”, na qual despontam conceitos como “tecnoimagem”, “pós-história”, “aparelhos”, “funcionários” etc. É também objetivo da exposição apontar também para o fato de que seus escritos do período anterior – de residência no Brasil – já contém alguns dos elementos-chave do seu pensamento subequente, embora neles haja uma ênfase na linguagem em geral e não especificamente naquela mediada pela tecnologia.