A vida é a sua compoesia e esta é a minha filosofia. Esta também é e foi a filosofia de Ortega, a de Nietzsche, de Spinoza, de Maria Zambrano, e de outros grandes pensadores e poetas – erroneamente chamados de vitalistas. Mas não é disto que trata a filosofia. É algo mais que a biologia, a biopolítica, a física e a consciência, a pura razão ou a transcendência idealista.

Filosofar é o mesmo que viver. E viver não se encaixa ou se reduz a algo que esteja fora do que seja imprescindível. Viver sequer é necessário, mas um ato supremo de liberdade. A despeito da existência, do existente, dos filósofos instituídos, os próprios ou assim nomeados, entre outros, “profissionais”, a filosofia é a arte de criar e de instituir Vidas, muito mais que dizer verdades, se a verdade não for essa exigência vital.

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