José Ortega y Gasset é um dos três pensadores estudados na jornada Exigências da Educação, que abre o programa Filósofos Inovadores. A trajetória de vida do filósofo espanhol é apresentada por Javier Zamora Bonilla em um perfil publicado no site da Fundación Ortega y Gasset – Gregório Marañon. O texto pontua aspectos pessoais pelos quais Ortega passava nos momentos em que escreveu a maior parte de sua produção autoral, auxiliando a compreender o contexto de suas obras.

Confira abaixo a versão traduzida livremente pela equipe da Cidade Futura.

Ortega nasceu no seio de uma família da alta burguesia iluminista madrilenha. Formou-se no Colégio de Miraflores de El Palo, em Málaga; cursou a Universidad de Deusto e a Universidad Central de Madrid. Porém, na sua formação, foram determinantes três viagens realizadas à Alemanha nos anos de 1905, 1907 e 1911. Foi nesse país que ele estudou o idealismo, que seria a base do seu primeiro projeto de regeneração ética e social da Espanha. Em 1908, foi nomeado professor universitário de Psicologia, Lógica e Ética da Escuela Superior de Magisterio de Madrid e, em 1910, professor universitário de Metafísica da Universidad Central de Madrid. O ano de 1914 também foi decisivo, marcando o início da Primeira Guerra Mundial e a quebra dos ideais iluministas para Gasset.

De forma introdutória, expõe seu programa de modernidade latina alternativa nos seus escritos de Vieja y Nueva PolíticaMeditaciones del Quijote e Ensayo de Estética. Em 1916, viaja pela primeira vez para a Argentina, fato que marcou de forma decisiva sua trajetória profissional e suas relações culturais com a América Latina. Em 1921, publica seu livro España invertebrada, um diagnóstico da situação do país. Em 1923, faz uma análise da sua época com o livro El tema de nuestro tiempo, tratando da necessidade de superar o idealismo e voltar à vida, núcleo da sua teoria da razão vital. A teoria é fruto da nova sensibilidade surgida no século XX, exemplificada em La deshumanización del arte (1925). A ruptura com a ditadura de Primo de Rivera acontece em 1929 e motiva o famoso curso O que é filosofia?. Em 1930, publica A Rebelião das Massas, obtendo uma grande repercussão internacional. Promotor da Asociación al Servicio de la República, não se associa a nenhum partido e acaba se exilando em 1936, indo de Paris à Argentina (1939-1942) para fixar-se em Lisboa. Na capital portuguesa, escreve boa parte do que é considerada sua obra póstuma: el Velazquez, Sobre la razón histórica, el Leibniz, El Hombre y la Gente, Epilogo… Volta ocasionalmente para a Espanha pela proximidade com a família e para promover iniciativas com o Instituto de Humanidades. Morre em Madrid, em 18 de outubro de 1955.

Leia aqui a tradução do perfil completo de José Ortega y Gasset, escrito por Javier Bonilla