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A Escola Cidade Futura tem como base metodológica
a Educação Afirmativa e a dinâmica da Inteligência
Coletiva e utiliza uma dinâmica própria
baseada nestes princípios, denominada dinâmica
III-A. A dinâmica é aplicada na formação
de indivíduos autônomos e interativos e
compreende três etapas:
A-I o desafio da Autonomia: num
primeiro momento os participantes passam
por um processo de reconhecimento dos
outros e de si mesmos por meio de personagens
e de identidades de pertença. A partir
daí, as identidades de mudança são reforçadas
para que os indivíduos percebam a diversidade
do grupo, as potencialidades e personalidades
presentes. Uma imersão nos diferentes
espaços sociais – terra, território, mercadoria,
saber, autonomia e espaço do viver - permite
trabalhar as diversas polarizações que
formam dois perfis de indivíduos ou lideranças
– os negativos e os afirmativos.
A-II a necessidade da Autogestão:
trabalha-se o autoconhecimento e o reconhecimento
das tradicionais e limitadoras noções
e valores de dinheiro, status, poder,
chefia e liderança para novos conceitos
e valores de ser, pensar e agir políticos,
viver o espaço público, respeitar a vida
privada, desenvolver o afeto, o empreendedorismo
e o protagonismo social, a democracia
e a cidadania. A autogestão (intelectual
e/ou social, de acessos e/ou tecnologias,
financeira e/ou conceitual, de planejamento
e/ou de tomada de decisão) possibilita
estabelecer algumas prioridades ou estratégias
políticas (não de poder), sociais (não
assistenciais) e éticas (não morais) fortalecendo
individualmente os participantes e proporcionando
um caminho para a democracia dinâmica
e a inteligência coletiva aplicadas em
seus grupos, organizações ou cidades –
criando assim, as condições para o exercício
da liderança coletiva – estratégia alternativa
de poder organizacional ou local/regional.
A-III a realização da Autopoiésis:
nesta etapa é possível aprofundar um projeto
de liderança coletiva, assentado nas potências
individuais em vista do fortalecimento
dos laços sociais existentes. As crises,
os limites, tudo aquilo que trava ou diminui
as potências do ser (indivíduo ou coletividade)
gerados pelos tempos/espaços dominantes
(poderes transcendentes) são desafiados
pelos tempos/espaços potenciais (forças
imanentes). As paixões negativas e que
enfraquecem a capacidade de ser, pensar
e agir (a ignorância, o medo, a impotência,
a servidão voluntária, a alienação e a
heteronomia), são então enfraquecidas
ou controladas pela visão, valores e forças
da autonomia e da autogestão, pelas paixões
fortes ou afirmativas, isto é, pelos conhecimentos
que ultrapassam a condição média dos indivíduos.
Com autonomia, autogestão e autopoiésis,
o poder, que é de todos, não mais se confunde
como sendo de alguém - um grupo, classe
ou qualquer outra força que se eleva sobre
as demais. A divisão antes indesejada, entre
os que querem governar e os que não aceitam
ser governados, passa a ser vista como uma
força multiplicadora de outras situações
de autonomia, autogestão e autocriação.
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